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Naui Participa da 35 RBA com o GT 46 -Coletivos Urbanos, Comunidades Tradicionais e Patrimônio: perspectivas antropológicas sobre meio ambiente, paisagens e pertencimentos ao territorio
Coordenação
Ana Cristina Rodrigues Guimarães (Advocacia Geral da União),Camila Sissa Antunes (UNIPAMPA)Resumo: Este grupo de trabalho se constitui como um espaço de diálogo interdisciplinar e aprofundamento teórico-metodológico sobre as múltiplas relações entre grupos sociais, seus territórios, práticas patrimoniais e os desafios socioambientais atuais. Reconhece-se que comunidades tradicionais e coletivos urbanos, em diferentes escalas e contextos, apresentam processos comuns de construção de identidade, luta por reconhecimento, estratégias de resistência, além de modos próprios de apropriação, uso e atribuição de significado ao território e ao patrimônio. A antropologia contemporânea tem se interessado em pensar articulações e relações entre sujeitos, coletivos e o espaço, especialmente no contexto urbano e dos territórios em disputa. Desta forma, considera-se que conceitos como território, paisagem e patrimônio cultural são centrais para compreender dinâmicas de pertencimento, resistência, transformação e produção de sentidos em sociedades marcadas por desigualdades, mobilidades e múltiplas formas de engajamento político e cultural. Propomos pensar essas conexões de maneira a construir um olhar que contemple perspectivas plurais de perceber e experienciar os territórios. A proposta é a interlocução entre pesquisas que abordem dinâmicas de patrimonialização, conflitos e negociações territoriais, gestão compartilhada de bens comuns, experiências de resistência, práticas de sustentabilidade, movimentos sociais, bem como disputas por direitos socioambientais, culturais e territoriais.
O prazo para Submissão de resumos para os GTs na Reunião Brasileira de Anropologia segue abera até o dia 20/01/2026. Visite o site do evento (http://35rba.abant.org.br) e conheça as normas de submissão e o cronograma para envio de atividades.
Importante: a submissão das propostas deve ser realizada, exclusivamente, pelo site do evento. Qualquer pessoa associada à ABA, proponente e/ou participante de atividades, sem exceções, deverá estar em dia com o pagamento da sua anuidade. Além disso, não será permitida a participação em mais de uma atividade do mesmo tipo.
Para informações sobre a regularização de anuidades, acesse o site da ABA no menu “Anuidades” (https://portal.abant.org.br/anuidades/) ou entre em contato com a secretaria da ABA, através do e-mail aba@abant.org.br.
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CHAMADA para dossiê 2026.1 Modos de feitura da cidade: Dimensões sensíveis da vida urbana contemporânea

Organizadores Taiany Marfetan
Universidade Estadual do Rio de JaneiroDiego Pontes
Universidade Federal de Santa CatarinaDaniel Soglia
Universidade Federal da BahiaA revista Cadernos NAUI está com chamada aberta para o Dossiê 2026.1. Os artigos devem ser encaminhados exclusivamente pelo sistema OJS até 14/12/2025.
Proposta do dossiêVivemos no trânsito, nas margens, nos centros, periferias e esquinas, bem como nas lutas por direitos e em inúmeras formas de resistência e encruzilhadas. Os bairros, as ruas, as praças, as casas e condomínios das cidades abrigam infinitos modos de vida e ambivalentes fronteiras e limiares entre o espaço público e o privado, o velho e o novo, o formal e o informal. Assim, por meio da perspectiva etnogrática, as múltiplas formas de viver no contexto urbano nos levam a elucidações sobre diferentes paisagens citadinas e dinâmicas urbanas inseridas em particulares realidades geográficas, culturais e patrimoniais, explorando novas linguagens e modos de apresentação.
Por essa direção, encontramos caminhos frutíferos às reflexões sobre as dimensões sociais e sensíveis da vida urbana contemporânea e os modos de feitura da cidade para além de suas camadas puramente estruturais, planejadas e institucionalizadas. Com isso, buscamos, no presente dossiê, lançar luz sobre uma espécie de mosaico da construção do espaço urbano e suas visualidades, levando em consideração os significados atribuídos pelos praticantes ordinários da cidade em suas
astúcias cotidianas, como nos propõe Michel de Certeau (2014). A premissa, portanto, é partir do ponto de vista dos citadinos, como aponta Agier (2015), com atenção às formas de habitar e experimentar a cidade e sua capacidade de nos revelar negociações, trocas, entraves, conflitos, práticas e sociabilidades diversas.
Para a composição desse dossiê, interessa-nos debates acerca das redes de relações agenciadas pelos atores, seus trajetos, alianças e visualidades, e, a saber, os fazeres e suas descrições em quadros particulares de relação, invenção e negociação. Esperamos, desse modo, acolher artigos e ensaios fotográficos que abordem o tema também de maneira interdisciplinar, possibilitando o diálogo entre as Ciências Sociais e outras áreas do conhecimento. Dessa maneira, buscamos desdobrar e ampliar relatos, questionamentos e problematizações que derivem de pesquisas empíricas e discussões teórico-metodológicas a respeito da temática aqui proposta.Forma de submissão
https://ojs.sites.ufsc.br/index.php/naui/about/submissions -
PRORROGAÇÃO DE CHAMADA Dossiê 2025.2 Colonialismo digital, fluxos de informação e autoria em tempos de inteligência artificial
Os Cadernos Naui convidam a comunidade acadêmica para participar do dossiê temático Colonialismo digital, fluxos de informação e autoria em tempos de inteligência artificial, para envio de artigos que enfoquem colonização, desinformação e ciberguerra, o lawfare, o terrorismo digital e o cerceamento da liberdade de expressão nas democracias modernas. Mercados potenciais de dados – os indexadores acadêmicos, o conhecimento como mercadoria acessível a partir da monetização, o conhecimento é privatizado e plataformizado. Ao mesmo tempo, quase tudo pode ser pirateado. Neste contexto, o copyleft emerge como atitude anticolonialista/anarquista/marxista.
Hoje, parte da extração das riquezas se dá pela mineração digital – pelo garimpo e retirada de dados ofertados para alimentar as big techs, movimentar os fluxos de dados que vendem mercadorias, novos terrenos da publicidade e da propaganda ideológica. A manipulação da informação e a sua ostensiva massificação e personificação – anúncios cada vez mais específicos e dirigidos para cada um em todos os públicos na sua mais expressiva expectativa de retorno.
Interessa-nos sobremaneira neste dossiê abordagens como a racialização dentro da colonização, o colonialismo de dados, a venda de direitos autorais e a monetização da desinformação. Capitalismo de plataforma, capitalismo cognitivo, capitalismo de vigilância, modo de produção vetorial, tecnofeudalismo, neocolonialismo, pós-colonialismo, neocolonialismo tardio.
Quais as relações entre valor e informação nos circuitos do capital?
Partimos da premissa de que o colonialismo, entre todas as suas formas, também se expressa no controle do trânsito de informações, mas não somente no intangível controle dos softwares, no domínio da produção de hardware e suas ligações com os mundos da morte, onde são extraídos os minérios de nossos dispositivos e das infraestruturas do digital, sejam data centers, cabeamento, satélites e toda materialidade que se oculta com a ideologia tecno solucionista, na algoritmização da circulação de ideias e as resistências ao colonialismo digital e à privatização do conhecimento humano: os diálogos do hacktivismo com movimentos urbanos e campesinos, com a luta dos povos indígenas e quilombolas, o movimento do software livre e open-source, as redes intelectuais, organizações como clubes hackers e núcleos de tecnologia populares, com a crescente união do infoproletariado e do cognitariado. -
NOTA DE FALECIMENTO – CAUÊ FRAGA MACHADO (1984-2025)
Com grande pesar, comunicamos o falecimento, na última segunda-feira 14/04/2025, do antropólogo Cauê Fraga Machado, autor do artigo “O corpo ecológico a partir do Quilombo da Serra do Evaristo”, publicado no dossiê temático “Saberes Tradicionais e Paradigma Biocientífico: Alianças e Fricções” (v. 23, n. 25, jul-dez, 2024) de Cadernos NAUI. Cauê possuía graduação em Ciências Sociais pela UFRGS, mestrado e doutorado em Antropologia Social pelo Museu Nacional/UFRJ. Em sua atividade acadêmica, realizou pesquisas sobre religiões de matriz africana e comunidades quilombolas no Rio Grande do Sul e no Ceará. Também atuou como pós-doutorando junto à Rede Covid-19 Humanidades do PPGAS/UFRGS, investigando os impactos da pandemia entre pais e mães de Santo da Grande Porto Alegre. Entre 2019 e 2021, conduziu e coordenou as atividades de campo do Mapeamento das Casas de Religião de Matriz Africana de Porto Alegre e Grande Porto Alegre, realizado pelo IPHAN/RS. Neste momento difícil, expressamos nossos mais sinceros sentimentos aos familiares, amigos e colegas de Cauê, ressaltando sua enorme contribuição humana e profissional para os campos da antropologia e do patrimônio.
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Palestra: Saberes e Práticas Tradicionais Associadas aos Engenhos de Farinha de Santa Catarina – Semana PósARQ
Patticipação do NAUI na Semana PósARQ
Quinta-feira, 20 de março de 2025
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PRORROGAÇÃO DE SUBMISSÃO DE ARTIGOS PARA DOSSIÊ 2025.1
PRORROGAÇÃO
Chamada para o Vol. 14, n. 26, jan/jun, 2025.
Período: até 01/12
Submissões: https://ojs.sites.ufsc.br/index.php/naui/index
Organização:
Luísa Duran Rocca (UFRGS)
João Paulo Schwerz (UFSC)
Vladimir Fernando Stello (Arquiteto ETec Laguna/IPHAN-SC)
Resumo da Proposta:
Prezados Leitores,
Desde seu lançamento o Cadernos NAUI tem por objetivo “compartilhar pesquisas e reflexões sobre antropologia urbana, patrimônio cultural e memória, a partir de uma visão integrada do fenômeno social e das relações de diversos atores sociais” (NAUI, 2012). Desde então a publicação eletrônica tem avançado na discussão e divulgação, numa ótica transdisciplinar, de conhecimentos produzidos principalmente pela Antropologia Urbana, a Arquitetura e o Urbanismo, a História, a Arqueologia, a Museologia, etc., mas sem dispensar quaisquer contribuições das outras áreas que vêm demonstrando interesse crescente no tema, como a Comunicação, o Direito, a Agricultura e a Ecologia, assim como outras tantas, tão diversas quanto importantes para a constituição de como entendemos patrimônio cultural atualmente.
A partir de finais do século XX os estudos sobre patrimônio cultural têm se diversificado, principalmente em vista de uma crescente ampliação do conceito, com novas perspectivas sobre o patrimônio material, seja ele entendido como elemento isolado, espaços urbanos ou paisagens, assim como as novas formas de disputas por memórias e identidades, onde desponta o protagonismo do patrimônio imaterial. Nesse contexto, as pesquisas que envolvem o patrimônio cultural se apresentam a partir de uma extensa gama de temas relacionados que abrangem diversas áreas do conhecimento e de esfera prática, que acabam por influenciar de forma relevante a atuação na área da preservação, assim como balizando políticas públicas afins ao redor do mundo.
Ao mesmo tempo, as profundas transformações sociais e culturais ocorridas no último século colocaram também novas e significativas ameaças sobre tudo que passamos a considerar patrimônio e que:
[…] atingem gravemente os saberes tradicionais, identidades e bem-viver dos detentores, os bens culturais materiais e naturais, seus entornos, ambiência e áreas de influência, ocasionando uma intensa, imprevisível e irreversível degradação, alteração ou destruição das paisagens. Por outro lado, as repercussões desses processos vão além dos componentes dos bens, chegando a modificar intensamente a saúde dos ecossistemas e dos povos que habitam esses lugares. Neste cenário, nosso olhar se volta às questões patrimoniais como instrumento de agência em temas que envolvem a saúde, o bem-estar, a segurança alimentar, e no que concerne às dimensões da sustentabilidade e o uso do solo e da água e a permanência das populações nas regiões afetadas, incluindo seus laços culturais (COMITÊ CIENTÍFICO SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS E PATRIMÔNIO – ICOMOS/BRASIL, 2022).
Torna-se imprescindível entender tais transformações e suas relações com o patrimônio cultural, seus possíveis e necessários papéis neste contexto, como recurso sustentável e como parâmetro na busca para mitigar alterações climáticas, como paradigma de saberes e fazeres, como reconhecimento da importância da diversidade étnica e ambiental, para valorização de novos olhares sobre a dignidade e direitos humanos na construção de uma sociedade mais equilibrada, enfim.
O Dossiê proposto tem como objetivo essencial contemplar temas emergentes relacionados ao patrimônio cultural, buscando contribuir com os debates vinculados, por exemplo, ao desenvolvimento sustentável, à conflitos bélicos, mudanças climáticas, direitos humanos e diversidade de gênero, patrimônio e habitação, patrimônio e segurança alimentar, entre outros tantos que poderiam ser citados. Por outro lado, também são bem-vindos trabalhos centrados em temas mais tradicionais acompanhados de perspectivas atualizadas.
Para tanto, convidamos e incentivamos estudantes, pesquisadores e profissionais das mais diversas áreas a apresentar artigos e relatar experiências práticas relacionados à preservação do patrimônio cultural em suas mais diversas interfaces, sobretudo aquelas que se conectam diretamente com as realidades Latino-americanas.
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Evento NAUI 20 anos
Acesse a PROGRAMAÇÃO
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Conferência: “El lugar de la reciprocidad en la Antropología y la Antropología Económica”
Para participar en modalidad virtual inscribirse en este formulario: ttps://forms.gle/TupjxjUv7J2JVkXJ7
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CHAMADA ABERTA – Dossiê 2025.1 “Patrimônio Cultural: Interfaces e Temas Emergentes”
Chamada para o Vol. 14, n. 26, jan/jun, 2025.
Período: 31/agosto até 31/outubro de 2024
Submissões: https://ojs.sites.ufsc.br/index.php/naui/index
Organização:
Luísa Duran Rocca (UFRGS)
João Paulo Schwerz (UFSC)
Vladimir Fernando Stello (Arquiteto ETec Laguna/IPHAN-SC)
Resumo da Proposta:
Prezados Leitores,
Desde seu lançamento o Cadernos NAUI tem por objetivo “compartilhar pesquisas e reflexões sobre antropologia urbana, patrimônio cultural e memória, a partir de uma visão integrada do fenômeno social e das relações de diversos atores sociais” (NAUI, 2012). Desde então a publicação eletrônica tem avançado na discussão e divulgação, numa ótica transdisciplinar, de conhecimentos produzidos principalmente pela Antropologia Urbana, a Arquitetura e o Urbanismo, a História, a Arqueologia, a Museologia, etc., mas sem dispensar quaisquer contribuições das outras áreas que vêm demonstrando interesse crescente no tema, como a Comunicação, o Direito, a Agricultura e a Ecologia, assim como outras tantas, tão diversas quanto importantes para a constituição de como entendemos patrimônio cultural atualmente.
A partir de finais do século XX os estudos sobre patrimônio cultural têm se diversificado, principalmente em vista de uma crescente ampliação do conceito, com novas perspectivas sobre o patrimônio material, seja ele entendido como elemento isolado, espaços urbanos ou paisagens, assim como as novas formas de disputas por memórias e identidades, onde desponta o protagonismo do patrimônio imaterial. Nesse contexto, as pesquisas que envolvem o patrimônio cultural se apresentam a partir de uma extensa gama de temas relacionados que abrangem diversas áreas do conhecimento e de esfera prática, que acabam por influenciar de forma relevante a atuação na área da preservação, assim como balizando políticas públicas afins ao redor do mundo.
Ao mesmo tempo, as profundas transformações sociais e culturais ocorridas no último século colocaram também novas e significativas ameaças sobre tudo que passamos a considerar patrimônio e que:
[…] atingem gravemente os saberes tradicionais, identidades e bem-viver dos detentores, os bens culturais materiais e naturais, seus entornos, ambiência e áreas de influência, ocasionando uma intensa, imprevisível e irreversível degradação, alteração ou destruição das paisagens. Por outro lado, as repercussões desses processos vão além dos componentes dos bens, chegando a modificar intensamente a saúde dos ecossistemas e dos povos que habitam esses lugares. Neste cenário, nosso olhar se volta às questões patrimoniais como instrumento de agência em temas que envolvem a saúde, o bem-estar, a segurança alimentar, e no que concerne às dimensões da sustentabilidade e o uso do solo e da água e a permanência das populações nas regiões afetadas, incluindo seus laços culturais (COMITÊ CIENTÍFICO SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS E PATRIMÔNIO – ICOMOS/BRASIL, 2022).
Torna-se imprescindível entender tais transformações e suas relações com o patrimônio cultural, seus possíveis e necessários papéis neste contexto, como recurso sustentável e como parâmetro na busca para mitigar alterações climáticas, como paradigma de saberes e fazeres, como reconhecimento da importância da diversidade étnica e ambiental, para valorização de novos olhares sobre a dignidade e direitos humanos na construção de uma sociedade mais equilibrada, enfim.
O Dossiê proposto tem como objetivo essencial contemplar temas emergentes relacionados ao patrimônio cultural, buscando contribuir com os debates vinculados, por exemplo, ao desenvolvimento sustentável, à conflitos bélicos, mudanças climáticas, direitos humanos e diversidade de gênero, patrimônio e habitação, patrimônio e segurança alimentar, entre outros tantos que poderiam ser citados. Por outro lado, também são bem-vindos trabalhos centrados em temas mais tradicionais acompanhados de perspectivas atualizadas.
Para tanto, convidamos e incentivamos estudantes, pesquisadores e profissionais das mais diversas áreas a apresentar artigos e relatar experiências práticas relacionados à preservação do patrimônio cultural em suas mais diversas interfaces, sobretudo aquelas que se conectam diretamente com as realidades Latino-americanas.
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Nova edição Cadernos NAUI (Vol. 13, n. 24, jan-jun, 2024) em novo site
A nova edição da Revista Eletrônica Cadernos NAUI está disponível em nosso site para visualização e download do conteúdo.
Ah, os Cadernos NAUI está de cara nova! Junto com essa edição estamos lançando o nosso novo site. As submissões passaram a ser realizadas por lá, aproveita essa nova edição e confere as novidades.
Neste número, apresentamos o dossiê temático “Atores da Reciclagem e Dinâmicas Urbanas”, organizado por Pablo Schamber, Dagoberto Bordin e Simone Lira da Silva.








