Professor Dr. Vincenzo Padiglione em suas atividades pelo Brasil a convite do NAUI

31/03/2012 21:08

Entre 18 de outubro e 22 de dezembro de 2011 esteve no Brasil, a convite do NAUI, o professor Dr.Vincenzo Padiglione.

Vincenzo Padiglione é professor associado da Sapienza Università di Roma, leciona antropologia cultural, museologia e etnografia da comunicação, é diretor da Revista “Antropologia Museale”, concebeu e realizou o Etnomuseo Monti Lepini di Roccagorga, e o “Museo del Brigantaggio di Iri e di Cellere” e possui inúmeras pesquisas e publicações, dentre as quais destacamos as que refletem sobre os temas da memória, da museologia e da violência.

Durante o tempo que permaneceu em nosso país, com financiamento do instituto Brasil Plural, professor Vincenzo realizou várias palestras na UFSC e  também esteve em Manaus, onde, entre outras Atividades, participou do Seminário “Pequenos Museus Etnográficos” promovido pelo Museu Amazônico (UFAM), no qual ministrou a palestra “Um museu comunitário interpretativo: um olhar antropológico”. Confira o texto de Raquel Wandelli, Jornalista na SeCArte/UFSC, sobre uma das palestras ministradas pelo professor Padiglione  no auditório do Museu Universitário Oswaldo Rodrigues Cabral da UFSC.

Museu do século XXI não é para turista, mas para comunidade

Raquel Wandelli, Jornalista na SeCArte/UFSC,

Natália Rangel participa do Estágio Interdisciplinar de Vivência SC/2012

28/03/2012 14:43

Natália, aluna de graduação em Ciências Sociaisda Universidade Federal de Santa Catarina participou, em janeiro de 2012, do Estágio Interdisciplinar de Vivência (EIV). Neste espaço, ela nos conta um pouco de sobre como o estágio funciona e de sua experiência  junto a integrantes do Movimento das Mulheres Camponesas.

Natália Rangel

Em 2012, apreparação do EIV SC ocorreu em janeiro no Assentamento 25 de julho do MST, na cidade de Catanduvas. Os estagiários – vindos de diversas partes do Brasil como RJ, SP, MG, RS; da América Latina como Colômbia, Chile, Argentina e Uruguai; e da Europa (uma representante alemã) – ficaram 6 dias no Centro de Formação Olga Benário. Neste local, foram divididos em brigadas de 5 a 6 pessoas para cuidar dos afazeres diários de forma alternante, tais como: preparação de refeições, limpeza, alvorada (acordar os companheiros), mística (uma prática lúdica comum no meio camponês) e disciplina.

Estagiários com as bandeiras representantes dos movimentos sociais da Via Campesina

Estagiários com as bandeiras representantes dos movimentos sociais da Via Campesina

O dia era dividido em vários horários como “tempo-estudo”, “tempo-soneca” e os horários para realizar as refeições e a respectiva tarefa do dia da brigada do estagiário. Nesses dias, os temas debatidos no “tempo-estudo” foram: Análise de Conjuntura; Economia Política; Agroecologia; Gênero; Educação; Questão Agrária; Sementes Criolas; Plantas Medicinais; Juventude Camponesa; Questão Energética; bem como a apresentação dos movimentos que compõe o EIV:Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimento das Mulheres Camponesas (MMC), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). Todos os dias contaram com a participação de integrantes dos movimentos sociais de forma que o estagiário se familiarizasse mais com o assunto. Ao final desta etapa, o estagiário foi enviado a um desses movimentos sociais. A seleção do local destinado para cada estagiário foi realizada pela Comissão político-pedagógica do estágio (formada por ex-estagiários), que tentam conciliar as vontades e inclinações dos estagiários com o número de vagas disponíveis em cada movimento.

A minha vivência ocorreu no município de Quilombo, localizado no oeste catarinense. Fui selecionada para uma pequena propriedade do Movimento das Mulheres Camponesas.

Uma mesma família dividia a propriedade em que fiquei e contava com 3 integrantes do movimento das Mulheres Camponesas: dona Adélia de 73 anos, morando na casa com o marido, o filho, a nora e dois netos; Zeli, de 31 anos, morando com a sogra, o sogro, os dois filhos e o marido; e Edivânia morando na casa ao lado com o marido e dois filhos. A propriedade contava com um aviário, criação de porcos, plantação de milho para a ração dos animais, criação de gado de corte e pequenas hortas com plantação de vegetais para consumo próprio.

O trabalho das mulheres é variado, trabalham nos afazeres domésticos e nas pequenas hortas, plantando, carpindo e colhendo; Em alguns momentos uma delas realizava o trabalho, considerado no discurso dessa família camponesa, como trabalho “de homem”:, como operar o trator, limpar o chiqueiro e descarregar os pintinhos. ,Além disso, uma delas trabalhava diariamente na ordenha do leite às 7:30 e às 17:30. Minha estadia junto a esta família durou 10 dias , durante os quais acompanhei, auxiliei  e aprendi as tarefas realizadas por estas mulheres em seu cotidiano . Também  participei da interação social do local, frequentando inúmeras rodas de chimarrão e participando de alguns bailes.

Apresentações de trabalho na 26 RBA

10/03/2012 01:05

Relação de integrantes do NAUI que apresentarão trabalhos na 28 RBA:

 

Pesquisador Trabalho GT
Rafael de Oliveira  Rodrigues. Representação espacial nas políticas patrimoniais do Brasil PATRIMÔNIOS E MUSEUS agência, poder e conflito [Izabela Tamaso (UFG) – Coordenador, Alicia N. G. de Castells (UFSC) –Coordenador e Silvana Rubino (UNICAMP) – Debatedor];
Mariela Felisbino da Silveira Patrimônio cultural e turismo: reflexos de uma prática de  patrimonialização PATRIMÔNIOS E MUSEUS agência, poder e conflito [Izabela Tamaso (UFG) – Coordenador, Alicia N. G. de Castells (UFSC) –Coordenador e Silvana Rubino (UNICAMP) – Debatedor];