Cadernos NAUI > Edições anteriores > Vol. 7, n˚ 12, jan-jun 2018

ISSN 2358-2448

APRESENTAÇÃO   EDIÇÃO ATUAL   EDIÇÕES ANTERIORES   DIRETRIZES PARA AUTORES   CORPO EDITORIAL   CONTATO
Editora Chefe
Alicia Norma González de Castells

Comissão Editorial
Simone Prestes
Natália Pérez
Dagoberto José Bordin
Fabrício Rocha da Silva
Patrícia Martins
Maria José Reis
Nauíra Zanardo Zanin

Diagramação e formatação
Barbara Mendes Lima
Moema Cristina Parode

Capa
Moema Cristina Parode

Foto de Capa
Fabrício Rocha da Silva

Ficha Técnica

Cadernos NAUI – Revista Eletrônica de trabalhos
acadêmicos do Núcleo de Dinâmicas Urbanas e
Patrimônio Cultural (NAUI) do Programa de
Pós-Graduação em Antropologia Social
(PPGAS) do Departamento de Antropologia vinculado
ao Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Universidade Federal de Santa Catarina
Trindade – Florianópolis/SC CEP 88010-970

Contato: cadernosnaui@gmail.com


Apresentação

As edições do Cadernos NAUI têm como proposta reunir pesquisadores, professores e alunos de diversas áreas do saber ao redor de dois eixos temáticos amplos: dinâmicas urbanas e patrimônio cultural. Neste novo número reforça esta premissa, e contempla os nossos leitores com reflexões em artigos e em uma entrevista que perpassam o patrimônio cultural nas suas várias manifestações.

No primeiro artigo, Fontes de água da antiga vila de São Miguel: percepção local e significados atribuídos, a autora Ingrid Arandt aborda os modos antigos de utilização das fontes de água pela população da Vila de São Miguel, em Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul, entre as décadas de 1940 e 1980. O estudo buscou entender os significados atribuídos às fontes de água no período, e o conhecimento das experiências da população local e de suas memórias, levou às reflexões sobre a identidade local.

Já a autora Emília Guimarães Mota, discorre sobre história da Festa da Lavadeira, em Pernambuco. Em Festa da Lavadeira: entre passeios e [des]encontros com as políticas patrimoniais, aborda a institucionalização de políticas patrimoniais e culturais com o intuito de confrontar diferentes respaldos que alguns reconhecimentos, por meio de leis e títulos, podem oferecer a um bem cultural imaterial.

Na sequência, o artigo em questão busca identificar os conflitos gerados a partir da transformação do conceito de Paisagem Cultural e suas práticas institucionais, sistematicamente divididas nas categorias: natural e cultural. De Fabrício Rocha da Silva, A Paisagem Cultural e os conflitos entre o “natural” e o “cultural”: Um estudo de caso no núcleo histórico urbano do Alto Paraguaçu, aponta indícios dos desafios decorrentes da implantação da Paisagem Cultural no Brasil. Evidencia por meio dos relatos da pesquisa exploratória realizada em Itaiópolis/SC, os resquícios da dualidade supostamente superada entre natural e cultural.

As reflexões de Júlia Erminia Riscado, no último artigo, têm como objetivo analisar o conceito de entorno e sua aplicação em propostas de proteção de zonas históricas urbanas a partir do “Projeto de Proteção e Revitalização para o Morro da Conceição e seu entorno”. No artigo intitulado O entorno como instrumento de preservação no Morro da Conceição-RJ foi possível observar uma perspectiva de preservação que surgiu no campo do patrimônio brasileiro a partir da década de 1980 e, a partir desta, surgiram inquietações sobre preservação do patrimônio nos cenários internacional e brasileiro que dialogam com questões ainda hoje relevantes.

Por fim, Rafael de Oliveira Rodrigues entrevistou Renato Monteiro Athias. A entrevista permeia discussões sobre a repatriação de objetos de coleções etnográficas para os seus lugares de origem, e atuais estratégias museais acerca de narrativas expográficas e objetos originários da cultura indígena. Em Povos Indígenas, processos colaborativos e repatriação virtual: notas sobre a Coleção Carlos Estevão de Oliveira do Museu do Estado de Pernambuco – entrevista com o professor dr. Renato Athias – UFPE, é apresentado ao leitor as ações de colaboração e repatriação virtual que têm sido desenvolvidas pelo Prof. Renato Athias (Doutor em Etnologia pela Universidade de Paris X (Nanterre) e professor do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal de Pernambuco-UFPE) e pelo Museu do Estado e Pernambuco, juntamente com sua equipe, ligada ao Núcleo de Estudos e Pesquisa e Etnicidade (NEPE), da UFPE.

Ótima leitura a todos!

Os Editores.


Fontes de água da antiga vila de São Miguel: percepção local e significados atribuídos 
Ingrid Arandt – IPHAN-PEP/MP

Festa da Lavadeira: entre passeios e [des]encontros com as políticas patrimoniais
Emília Guimarães Mota – UFG/FCS

A Paisagem Cultural e os conflitos entre o “natural” e o “cultural”: Um estudo de caso no núcleo histórico urbano do Alto Paraguaçu
Fabrício Rocha da Silva – UFSC

O entorno como instrumento de preservação no Morro da Conceição-RJ
Júlia Erminia Riscado – UFF

Povos Indígenas, processos colaborativos e repatriação virtual: notas sobre a Coleção Carlos Estevão de Oliveira do Museu do Estado de Pernambuco – entrevista com o professor dr. Renato Athias – UFPE
Rafael de Oliveira Rodrigues – UFAL;Renato Monteiro Athias – UFPE